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CORECONPR comemora trajetória de 50 anos

No dia 09 de outubro, o Conselho Regional de Economia do Paraná (CORECONPR) completa 50 anos de atuação na fiscalização do exercício profissional dos economistas paranaenses. Em alusão à data, a entidade irá promover no dia 24 de outubro, em sua sede, um evento comemorativo na presença dos ex-presidentes da entidade, o presidente atual, Sérgio Hardy e o presidente do Conselho Federal de Economia (COFECON), Paulo Dantas.

O Conselho Regional de Economia do Paraná foi criado em 1964, com a função de regulamentar, orientar, registrar e fiscalizar o exercício da profissão. No início da atividade, ele era vinculado ao CORECON-SP. A partir de 1967, passou a ter administração independente, com a eleição do seu primeiro presidente, o economista Luiz Antonio Fayet. Durante a trajetória, o Conselho foi presidido por 47 economistas, entre eles, vale destacar a gestão de Gilberto Alves Batista, que presidiu o CORECONPR em quatro mandatos, participando ativamente da aquisição da antiga sede, localizada no Bairro Alto da Glória, inaugurada em 1975, sendo a primeira própria do Conselho.

KanitarDe acordo com o economista Kanitar Aymore Sabóia Cordeiro, que presidiu o CORECONPR entre os anos 1981 a 1983 e integrou o grupo de economistas que lutaram para que o CORECONPR fosse desmembrado de São Paulo, a independência desta entidade se deu com o apoio importante do economista paulista, Lourival de Torres de Cardoso, que reunia no seu escritório particular toda a documentação, com pedidos para a constituição própria. Para Kanitar Cordeiro, a criação do CORECONPR foi um grande marco para os profissionais. “É uma vitória dos economistas paranaenses, que conseguiram consolidar um dos Conselhos mais ativos do Brasil”.

FayetO primeiro presidente da entidade, Fayet, relembra alguns pontos fortes na época de seu mandato, além de destacar a luta importante para a consolidação do CORECONPR. “Aqui no Estado tinha uma filial do CORECON-SP, que era gerida com muito esforço e sacrifício pelo Cardoso. Reunimos um grupo de economistas e fomos conversar com ele, que imediatamente apoiou a ideia de criar o CORECONPR, o qual foi paulatinamente se tornando centro de convergência da profissão. A partir de nosso Conselho, conseguimos nos integrar plenamente no debate sobre a economia nacional, marcando fortemente o pensamento que gerou as grandes transformações de nossa economia. No início dos anos 60, por exemplo, a indústria paranaense se circunscrevia aos engenhos de erva mate, máquinas de café, olarias e serrarias. Durante este meio século, os economistas paranaenses participaram intensamente das transformações do país”.

O economista ainda comenta que em 50 anos o CORECONPR se consolidou de maneira exemplar, principalmente nos últimos anos e, hoje, atingiu um alto nível na representação profissional e cumpre com propriedade sua missão. Entretanto, ressalta que está na hora de rever os arranjos da representação profissional, estudar sem preconceitos, uma forma de unificação com todas as áreas da economia, como ocorre em vários países do mundo.

E para os novos economistas, Fayet ressalta que não devem transigir quando se trata da defesa da verdade e honra profissional, os economistas devem assumir o comando das ações para repelir qualquer tentativa de censura, quando os instrumentos de gestão e suas informações desagradam governantes.” O Brasil vale muito mais do que detalhes de conforto pessoal, não aceito e me insurjo contra tentativas de desvirtuamento do planejamento, dos controles e da técnica profissional, mas como já ultrapassei três quartos de século de vida, espero que as novas gerações tenham a mesma coragem de comandar o processo de resistência como nós o fizemos no passado. Eu estarei a postos para acompanhar”.

ScatolinO secretário de Planejamento e Administração Fábio Dória Scatolin, que esteve a frente da entidade em 1983 e 1985, comentou dois pontos de grande destaque durante sua trajetória junto ao Conselho. “Fui conselheiro e presidente do CORECONPR por dois mandatos, e tive o privilégio de organizar o 5º Congresso Brasileiro de Economia, primeiro realizado em Curitiba e aconteceu durante aquele período”. Ele também ressaltou o papel importante e histórico do CORECONPR, diante da luta pela volta das eleições diretas e na redemocratização do país.

Para ele o conselho atualmente tem um papel importante, tanto na defesa dos interesses profissionais dos economistas, como também nas discussões de grandes temas nacionais.

Scatolin destaca para os novos profissionais a grande relevância da atuação dos economistas perante a sociedade e seu desenvolvimento. ”A ciência econômica é uma das que mais permite o entendimento da sociedade moderna e é de fundamental importância para o seu desenvolvimento e transformação”.

HardyO atual presidente do CORECONPR Sérgio Hardy, comentou um pouco de sua atuação frente a entidade. “Nos dois primeiros mandatos (2006 e 2007) a dedicação foi, além das tarefas obrigatórias de fiscalizar e valorizar a profissão, trabalhar em direção a nova sede e reforma administrativa do Conselho. Durante o período foi detectado ainda a necessidade, entre conselheiros, professores e coordenadores de cursos de economia, de equacionar a diminuição da procura pelo curso de Economia. Mesmo em níveis estaduais e federais, em áreas públicas e privadas, mesmo estando sempre o economista a ocupar cargos de relevo, não havia crescimento na procura, de modo geral, aos cursos de economia. Já no mandato de 2014, vivemos o desafio de organizar o 21º Congresso Brasileiro de Economia, que será realizado em Curitiba em 2015. E novamente enfrentamos, o que se desenhava nos mandatos anteriores, os cursos de Economia e os Conselhos Regionais de Economia não apresentam crescimento”. (inserir foto do Hardy aqui)

Hardy afirma que a entidade é fundamental na defesa e promoção dos profissionais graduados em Economia. E comenta ainda que gostaria de deixar o Conselho com duas conquistas. “A regulamentação de nossa carreira nos diversos ambientes – órgãos públicos, concurso para contratação e em empresas privadas – valorizando a contratação. E inserir o CORECONPR na discussão dos grandes temas internacionais, nacionais e regionais, na defesa dos interesses da República e dos Cidadãos”.

Para os novos economistas, Hardy reforça que participem em 2015 do 21º Congresso Brasileiro de Economia, pois haverá muitos debates com diversas linhas de pensamentos econômicos, além de cursos e palestras voltadas a realidade nacional. Finalmente, orienta os novos profissionais a se registrarem no Conselho para valorizar a profissão.

Galeria de Presidentes e Vice-presidentes

Afonso Correa de Araújo
(vice-presidente em 1999 e presidente de 01/04/2000 a 15/11/2000)

Antônio Carlos Zotto
(vice-presidente em 1981 e 1982)

Carlos Alberto Gandolfo
(presidente em 2013)

Carlos Magno Andrioli Bittencourt
vice-presidente em 2007 e 2008  (janeiro a março) e Presidente em 2008 (abril e dezembro)

Carlos Manuel V. Ataíde dos Santos
(presidente em 1990)

Cláudio Miessa Rigo
(presidente em 1969)

Celso Machado
(vice-presidente em 2013)

Christian Luiz da Silva
(presidente em 2005)

Eduardo Moreira Garcia
(presidente em 2012, vice-presidente em 2010 e 2011)

Eduardo Saraceni
(presidente em 2008)

Eleonora Bonato Fruet
(vice-presidente em 1990 e presidente em 1991)

Fábio Dória Scatolin
(vice-presidente em 1983 e presidente em 1984 e 1985)

Fernando Bigatá Parés
(vice-presidente em 1978 e 1979 e presidente em 1980)

Francisco de Borja B. Magalhães Filho
(vice-presidente em 1967 e 1968 e presidente em 1986)

Gerson Pereira Lima
(vice-presidente em 2006)

Gilberto Alves Batista
(presidente em 1971, 1972, 1973, 1974 e 1975)

Gustavo Fanaya
(vice-presidente em 2003 e presidente em 2004)

João Marcos da Silva
(presidente em 1979)

José Augusto Soavinsky
(vice-presidente em 2012)

José Carlos Eckstein
(vice-presidente em 1979)

José Moraes Neto
(presidente em 1988, 1989, 2001 e 2002)

Juarez Varallo Pont
(presidente em 1995, 1996 e 1997)

Kanitar Aymoré Sabóia Cordeiro
(presidente em 1981, 1982 e 1983)

Kedny Siqueira Bostelmann
(vice-presidente em 1997)

Lezab Zenam T. Celinski
(vice-presidente em 1970)

Luiz Antonio Camargo Fayet
(presidente em 1967 e 1968 e vice-presidente em 2001)

Luiz Antonio Rubin
(presidente em 2009, vice-presidente em 2008)

Luiz Carlos Almeida Parisi
(presidente em 1978)

Luiz Eduardo da Veiga Sebastiani
(presidente em 1998, 1999 e de 01/01/2000 a 31-03/2000 e 6/11/2000 a 31/12/2000)

Luiz Roberto Romanowiski
(vice-presidente em 1977)

Maria de Fátima Miranda
(presidente em 2010 e 2011, vice-presidente em 2004)

Maria Inês Cervenka de Freitas
(vice-presidente em 1992, 1995 e 1996 e presidente em 1994)

Moacir Colombo
(presidente em 1992 e 1993)

Nelci José Pedrozo Mainardes
(presidente em 1987)

Nilson Maciel de Paula
(vice-presidente em 1987)

Nivahir de Oliveira Cunha
(vice-presidente em 1969 e presidente em 1970)

Norberto Anacleto Ortigara
(vice-presidente em 1986 e 2002 e presidente em 2003)

Odisnei Antonio Bega
(vice-presidente em 1994)

Oldemar Justus
(vice-presidente em 1972 e 1974)

Otaviano Fabris Ferraz
(vice-presidente em 1988)

Raul Satyro
(vice-presidente em 1971, 1973 e 1975)

Roberto Herminio França
(vice-presidente em 1976 e presidente em 1977)

Sérgio Guimarães Hardy
(vice-presidente em 2005 e presidente em 2006 e 2007 e 2014)

Sérgio Luiz Túlio
(vice-presidente em 1984 e 1985)

Silvio Paulo Prodohl
(presidente em 1976)

Tosihiro Ida
(vice-presidente em 1989 e 1991)

Vander Piaia
(vice-presidente em 1998 e 1999)

 

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