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Os impactos econômicos com a implantação do metrô em Curitiba

DISCUSSÃO SOBRE METRÔEconomistas estiveram reunidos na última sexta-feira (16), na sede do CORECONPR para discutir o Programa de Mobilidade Urbana de Curitiba.

Na última sexta-feira (16), o Conselho Regional de Economia do Paraná (CORECONPR) promoveu o seminário “O Programa de Mobilidade Urbana de Curitiba e seus Impactos Econômicos“, com o objetivo de contribuir de forma técnica na formatação do modelo a ser seguido pelo metrô de Curitiba, tendo como base a análise sobre o metrô de São Paulo, avaliando os impactos econômicos.

O evento iniciou com o Secretário Municipal de Planejamento e Gestão, economista Fábio Dória Scatolin, com a apresentação do Programa de Mobilidade Urbana de Curitiba, destacando as avaliações que a atual gestão da Prefeitura fez da proposta deixada pela gestão anterior, como ausência de dados suficientes sobre o solo e os métodos construtivos.

Na sequência, o economista e professor do departamento de economia da Universidade Federal do Paraná, Alexandre Porsse mostrou o estudo sobre os impactos para a operação do metrô em São Paulo, na economia da cidade, região Metropolitana e para o Brasil, e ressaltou a importância da coleta de dados sobre o perfil do usuário do metrô, como o trajeto percorrido e a utilização dos outros modais. Porsse também concluiu que o metrô de São Paulo contribui para movimentar 1,7% do PIB da cidade e de 0,63% do PIB nacional.

O economista Tomás Bruginski de Paula, da Companhia Paulista de Parcerias (CPP),  empresa responsável pelas parcerias público-privadas (PPP) realizadas pelo governo de São Paulo, finalizou o evento relatando as experiências vivenciadas com o modelo adotado no metrô de São Paulo, que atualmente é a referência neste transporte. Ele apresentou os tipos de contratos PPP realizados no Estado, como o projeto da Linha 4 do metrô e as dificuldades para a implantação, servindo de referência em conhecimento para o projeto do metrô de Curitiba. Também, fez um alerta para os riscos de obras deste porte, da importância de avaliar a geologia e de realizar um estudo completo de demanda e estudos sobre segurança no quesito financeiro, para se proteger de eventuais problemas que possam ocorrer no decorrer da obra.

De acordo com Scatolin, as experiências relatadas vão contribuir para as definições do programa. “O debate foi muito importante. Aprendemos muito com as experiências de São Paulo com o modelo PPP e sobre os impactos gerados com a implantação do metrô para a economia. Tivemos dicas de como evitar problemas e erros”, comenta.

Para o presidente do Corecon, o economista Carlos Alberto Gandolfo, este seminário foi de grande importância para a classe e para sociedade, pois permitiu a contribuição de economistas neste processo de discussão sobre o modelo a ser seguido para a implantação do metrô de Curitiba. “Esta foi a primeira apresentação envolvendo o Conselho e os economistas, com a discussão sobre algumas alterações necessárias ao projeto original. Ela foi restrita a profissionais de diversas áreas, na qual pudemos ouvir as experiências do metrô de São Paulo, e aguardamos uma segunda oportunidade, na qual possamos promover um debate mais técnico com o conhecimento que obtivemos do programa, com foco nos aspectos econômicos do projeto “, fala.

A secretária municipal de Finanças, Eleonora Bonato Fruet, e a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Gina Gulineli Paladino, participaram do evento.

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