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NOTA DO CONSELHO REGIONAL DE ECONOMIA DO PARANÁ DIANTE DO MOMENTO DE CRISE CAUSADO PELO NOVO CORONAVÍRUS

Uma nova crise preocupa a humanidade, desta vez não foi ocasionada por algum fenômeno econômico como as últimas grandes crises como agitações sociais, entraves ao comércio global ou conflito entre países.  A novidade é um vírus, o novo coronavírus, batizado com a nomenclatura científica de COVID-19, cujo epicentro na China provocou choques na economia global tanto pela demanda como pela oferta.  Além disso, uma crise no segmento de Petróleo gerado por um conflito entre Arábia Saudita e Rússia aliado à dinâmica das informações difundidas em ritmo veloz são uma combinação bombástica para causar os estragos que temos visto na sociedade, agravando a queda de renda dos trabalhadores, promovendo o medo do contágio, além de empresas que vem restringindo sua atividade. Fatos que desencadearam os grandes tombos nos índices que regem o mercado de capitais, tais como o IBOV, que ativou por quatro vezes o mecanismo circuit breaker, que tem como objetivo acalmar os ânimos dos aplicadores em ações. Este é um dos sinais que chamou a atenção do grande público, entretanto, atinge pequena parcela da população que opera na Bolsa de Valores, no caso do Brasil, a B3. Esta hecatombe no mercado de capitais é reflexo de algo maior, os agentes econômicos – famílias, empresas, governo e o resto do mundo, sendo impactados negativamente com uma parada brusca da economia. O COVID-19 sacudiu os mercados, provocando reações em todas as estruturas do Estado a fim de tomar medidas emergenciais em todos os níveis. Diante da propagação do coronavírus, visualiza-se um aprofundamento dos impactos na economia global demonstrando que poderão ser danosos.  No arcabouço global, governos, por intermédio dos seus bancos centrais, tem reduzido suas taxas de juros e criado estímulos para manter o fluxo de geração e circulação de riqueza. Prioritariamente, estes governos também estão preparando as estruturas de atendimento médico e orientando sua população quanto aos cuidados e maneiras de prevenção de contágio. Isto contribui no sentido de se praticar o benchmarking para os países que serão afetados posteriormente àqueles onde se originou o problema. Declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia definida como uma enfermidade epidêmica amplamente disseminada que tem a expectativa de gerar uma desaceleração econômica diante da volatilidade extrema do mercado e do elevado número de casos devido à facilidade de contágio desta doença. Por isso, muitos países estão decretando quarentena para a população, estão fechando suas fronteiras e reduzindo o fluxo das pessoas, impactando ainda mais na desaceleração econômica. O PIB global e brasileiro passará por revisão consequentemente com corte de previsão de crescimento. Este cenário conduz o Brasil a tomar medidas proativas para mitigar o impacto do coronavírus na economia e sobre o sistema de saúde do país. Difícil prever a dimensão de como seremos atingidos, entretanto, esperamos que o bom senso prevaleça neste momento de incerteza e de rumos nebulosos. Que os poderes instituídos busquem o diálogo, tenham ações efetivadas e serenidade diante da situação. No Brasil, urge um conjunto de medidas econômicas como postergar o recolhimento de tributos gerando liquidez para as empresas, a redução na taxa básica de juros da economia brasileira e ampliação do crédito para as empresas que compõem os setores mais afetados. Que os agentes econômicos possam confiar nas decisões tomadas, sendo corresponsáveis no protagonismo da retomada da atividade econômica, tão logo seja superada a crise em eminência a fim de que o crescimento sustentável que tanto almejamos como cidadãos se concretize.

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