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Economista José da Silveira Filho lança livro “As Metamorfoses do Café: o surgimento da indústria brasileira (1860-1930)”.

by Roberto Cirino
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O economista José da Silveira Filho, lançou em 2019 o livro “As Metamorfoses do Café: o surgimento da indústria brasileira (1860-1930)”. Esta obra foi agraciada com o segundo lugar no XXV Prêmio Brasil de Economia. Ela proporciona ao leitor uma visão de movimento, procurando expor como se deram as transformações econômicas de tal forma que a economia cafeeira fez nascer e crescer uma indústria de bens de consumo para trabalhadores. Não se trata do café, nem se trata da indústria, mas como um fez metamorfose no outro. E agora, após essa pandemia, com a economia regressando à normalidade, a autor disponibiliza o livro para venda no preço de R$42,00, para ser entregue em domicílio via correio, entrando em contato no email: [email protected]com, ou adquirindo presencialmente na sede do CoreconPR, no valor de R$30,00.

O livro se destaca por demonstrar que a economia é por vezes um processo vivo de vir a ser em que as coisas estão em processo sempre de mudança. É complexo captar algo que por natureza precisava se mover. Esse foi o caso típico da cultura cafeeira. Por características peculiares do seu cultivo, esta não definhou, desmoronando sobre si mesma como aconteceu com outros cultivos nacionais. O café foi ao início de sua evolução agrária engendrando os germes da indústria de bens básicos por causa das necessidades urgentes do viver social e, com o folhear do tempo, das vastas relações de assalariamento espalhadas desde a produção até o comércio externo. Diversos lances de pagamentos monetários irrigavam a economia de dinheiro a ser gasto nos mais diversos itens. Assim engatinhou uma indústria subserviente a um modelo agrário exportador e após setenta anos de marchas e contramarchas ela fica pronta num estágio mais elevado, ainda produtor de bens de consumo básicos, todavia capaz de prover todo mercado brasileiro.

Silveira Filho (Caju) pontua também que quem exercia o poder político eram os grandes proprietários rurais, em especial os fazendeiros do café, detentores da mercadoria mais valiosa. Não estavam no poder, mais do que isto, eram o poder político. Mesmo sendo assim, não o exerceram de forma absoluta. Houve muitas refregas. Portanto, o Estado é igualmente chamado a participar desse processo de desenvolvimento, mas ele o faz em benefício primordial do grãozinho rubiáceo. Sem querer, ao defender o café, respingou para a indústria. Esta encontrou nos assalariados de todas as espécies de cultura e nas urbanidades o mercado para quem vender, porém a partir de uma peculiar agricultura matriz propulsora. Aí está o elo de coesão entre plantações e fábricas que nenhuma outra cultura conseguiu replicar de modo tão estimulante.

São 316 páginas de uma paixão pela economia brasileira, que segundo o autor “na verdade é a paixão pelo modo como vivemos, somos, pensamos, construímos nossas existências efêmeras a fim de deixar um entendimento capaz de enxergar onde nossas mazelas, inclusive atuais, fincam suas raízes. Esse trabalho tem por alvo todo o público leigo e especializado que queira saber de onde viemos, para onde vamos e o que pretendemos ser”.

José da Silveira Filho 

Economista graduado pela UFPR, especialista e mestre em Desenvolvimento Econômico pela mesma Instituição, é professor do ensino superior de longa data, lida com a cultura e acredita nela como ente transformador do ser humano.

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